sábado, 27 de junho de 2009

Pai, Nerd e Escritor

Alvaro Domingues, mais conhecido no HN como Pai Nerd, é também um escritor talentosíssimo.

Recentemente, seu talento foi reconhecido com um prêmio do site Fábrica de Sonhos.

Leia o conto vencedor, uma bela história sobre a passagem da adolescência para a vida adulta, aqui.

Parabéns Alvaro!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Transformers vs GI Joe














Nesta semana estreou Transformers: A Vingança dos derrotados. Em agosto, as salas de cinema recebem o filme dos G.I Joe. Em comum, esses longas têm o fato de serem baseados em brinquedos da Hasbro, que foram coqueluche nos anos 1980. Além disso, fazem parte de um revival que a cultura dessa década vem recebendo recentemente.

E como seria um confronto entre esses ícones oitentistas? Será que os robôs gigantes conseguiriam esmagar sem dó os soldados norte-americanos? Fisicamente, talvez, mas e nas bilheterias? Só o tempo dará essa resposta.

Curiosamente, em 2003, os dois universos se encontraram no mundo dos quadrinhos, em HQs publicadas pela Image Comics.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Modelo de Minas Tirith

Patrick Acton é um artista de Iowa, nos EUA, especialista em modelos e maquetes. Dentre as coisas que já fez, está uma replica de Hogwarts, a escola de Harry Potter. No momento, o artista trabalha numa sensacional maquete das Minas Tirith, de O Senhor dos Anéis. Confira abaixo:



Para saber mais sobre o trabalho dele, clique aqui.

domingo, 21 de junho de 2009

Luke... mas não o Skywalker


Na última sexta-feira aconteceu o show da banda The Kooks no Via Funchal, em São Paulo. Pra quem não conhece, são uns caras ingleses que produzem um brit pop bem maneiro. Eles têm apenas dois CDs gravados – Inside in/ Inside out (2006) e Konk (2008) e já arrebanharam uma considerável quantidade de fãs.

Ouvi o som do The Kooks pela primeira vez faz apenas alguns meses e achei bem bacana so, quando soube da vinda da banda pensei “ok, por que não?”. Para minha surpresa, a entrada mais barata custava R$140!! Como assim?! Amigos meus viram as excelentes The Strokes, Arcade Fire e Kings of Leon em terras tupiniquins por MUITO menos (leia-se R$50, meia).

Achei que valia mais a pena barganhar no dia do show. Deu certo, mas entrei com um déficit de 4 músicas... De qualquer jeito, não dá pra dizer que foi o dinheiro mais bem gasto dos últimos tempos. Como eu não queria me espremer na multidão, fiquei lá no fundo vazio (claro, com ingressos tão caros nem a pau que a casa ia ficar lotada), o que me concedeu uma interessante visão à moda Guitar Hero (com aquela multidão sombria na minha frente e o palco ao fundo).

Para ingressos tão caros, deveria haver pelo menos uma performance impecável dos integrantes, além de coisas mais interessantes do que apenas os clássicos jogos de luz. De qualquer forma, valeu a pena ver a performance do vocalista/guitarrista Luke Pritchard – o rapaz, além de uma voz meio rouca que muito me agrada, consegue manter a galera (em maioria jovens beirando os 20) no delírio.

Setlist:
Always Where I Need To Be
Matchbox
Eddie's Gun
Ooh La (entrei no show no finzinho dessa música! Droga!!)
Sway
Time Awaits
One Last Time
She Moves In Her Own Way
Mr. Maker
Do You Wanna
Naïve (Hit da banda. Love it!)
Love Is Like a Rainbow
Down To The Market
Shine On (Outro hit badalado. Thank you God!)
See The WorldYou Don't Love Me
(santo bis... não fosse isso eu não teria visto quase nada de show...)
Princess Of My Mind
See The Sun
Stormy Weather
Sofa Song

E lá se foi o Luke… Anyway... Beirut em setembro!!! BETTER!!

sábado, 20 de junho de 2009

Festejando com Star Trek

Se você conhece alguém que gosta mesmo de Stark Trek talvez lhe deseje fazer um festa surpresa. Com certeza o aniversariante vestirá amarelo comando e os convidados vermelho operacional e serão sumariamente barrados portadores de sabres de luz.

E, para o bolo e acompanhamento, aqui vão algumas sugestões:


Kirk no comando...


Para um fã que realmente está tendo
uma vida longa e próspera


Para os que amam a Federação



A Enterprise nunca enfrentou nada igual...


Que tal embarcar nesta?



Talvez ele prefira estar cercado pelos Borgs



E condecore os convidados!


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nosso homem na Rolling Stone

É com muita alegria que dividimos com vocês, leitores, uma grande conquista do editor de cinema do Homem Nerd, Edu Fernandes: a revista Rolling Stone publicou uma de suas resenhas!

Nas bancas, vocês devem procurar a edição 33 da revista, aquela com a Lady Gaga na capa (não vamos nem comentar a escolha da redação...). Chequem na seção de cinema a resenha do delicado fime japonês A Partida. Que orgulho!

A resenha publicada na revista também pode ser lida aqui. Para saber mais sobre o filme, leia a resenha publicada no Homem Nerd.

Parabéns, Edu! Que seja a primeira de muitas!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Publicidade de True Blood

Me mandaram isso por e-mail (valeu, Lavínia!), e achei uma das melhores propagandas que poderiam ter feito. É para o seriado True Blood, que a Bia resenhou para nosso Especial Vampiros.


domingo, 7 de junho de 2009

Meninas Superpoderosas Geração Z


Assistir televisão de madruga traz diversas surpresas. Tive uma ontem ao me deparar com o anime Meninas Superpoderosas Geração Z. Trata-se de um releitura oriental da já clássica animação do Cartoon Network Meninas Superpoderosas, que completou 10 anos em 2008.

Foi nesse mesmo ano que a versão brasileira da televisão por assinatura estreou a série. E o Cartoon Network Brasil vem exibindo reprises até hoje.

No Japão, a série foi ao ar em 2006, durando 52 episódios. A história é bem parecida com a original, nela o Professor Utonium e seu filho superdotado Ken Kitazawa fazem testes com o Elemento X. Entretanto, o cão-robô Peach deixa cair dentro de um recipiente com o elemento um bolinho de arroz que faz com que uma nova substância seja criada, o Elemento Z.

Para evitar quem um iceberg destrua Tóquio, Ken usa o elemento, a revelia de seu pai. O impacto do Elemento Z com o iceberg libera luzes energéticas que atingem três meninas: Momoko Akatsutsumi, Miyako Goutokuji e Kaoru Matsubara, que se tornam as Meninas Superpoderosas Z.

Da mesma forma, uma energia maligna, também liberada pelo Elemento Z atinge vários lugares em Tóquio, transformando pessoas, animais e objetos em monstros que serão combatidos pelas meninas.

Com esse plot a história se desenvolve. E a estética, tanto das tramas quanto das personagens ganham uma roupagem à Sailor Moon.

O resultado é interessante e só. O mais curioso é notar que originalmente Meninas Superpoderosas teve uma influência grande dos animes japoneses que aportavam com mais força nos EUA no fim dos anos 1990. Praticamente uma década depois, o desenho foi reciclado pelos própiros japoneses, mostrando a circulação das influências.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Que tal uma joia nerd para o Dia dos Namorados?

A joalheria Bruzaferro tem linhas de bijouterias ideiais para aqueles que são nerds e fãs!

Para quem está na onda Crepúsculo (Twilight), há pingentes de lobinhos em forma de pulseira, bracelete e colar. Confira aqui.

Veja também nosso Especial Vampiros!

Para os nerds mais trues, que tal um pin do Star Trek (aqui)?
Esse é bonito de verdade.

Este aqui foi peça única: um sabre de luz!

E, como não podia deixar de ser, uma dicas para as misses de todo o mundo: um pingente do Pequeno Príncipe (aqui)!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Festival da Mantiqueira 2009 (I)

E como não poderia deixar de ser, o Homem Nerd também esteve presente no Festival da Mantiqueira - Diálogos da Literatura 2009. Na segunda edição do evento, que foi realizada de 29 a 31 de maio, a simpática São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (SP), novamente recebeu, além de escritores os mais diversos, um montão de gente que subiu a serra para assistir às palestras, tietar os autores e comer bem.

Considerando a programação toda, meu objetivo era assistir às duas primeiras palestras do sábado, sobre as quais comento nos posts abaixo.

Mais uma vez a organização do festival foi correta. Havia sinalização em toda a cidade, com placas indicativas de estacionamento, locais das palestras e programação.

Mais uma vez, porém, o ponto negativo fica por conta da distribuição de ingressos. Havia uma bilheteria que, uma hora antes de cada palestra, era responsável por entregar os ingressos ao público. No caso de palestras mais concorridas, como a de Luis Fernando Verissimo, a fila se formava quase meia hora antes do horário marcado e os ingressos se esgotaram em menos de 15 minutos, frustrando muitas pessoas que tinham enfrentado a estrada apenas para aquele momento específico.

Entendo que o evento é gratuito e, claro, é assim que deve continuar. Para as próximas edições, talvez, a organização poderia pensar em um sistema de pré-cadastramento de interessados, feito pela internet, no qual o público declararia quais palestras tem intenção de assistir. Ou algo assim. É uma sugestão.

No mais, São Francisco Xavier é uma graça. Há vários lugarzinhos bacanas para comer e beber. A minha escolha foi o bar Pangea, com drinques a preços honestos e petiscos caseiros bem gostosos.

Para quem não foi, recomendo que se programe para em maio do ano que vem subir a Mantiqueira e aproveitar o fim de semana.

Festival da Mantiqueira 2009 (II)

Das 11h às 12h30, a conversa girou em torno do Prêmio São Paulo de Literatura. O vencedor do prêmio, Cristóvão Tezza (O Filho Eterno), e os finalistas Beatriz Bracher (Antônio), Menalton Braff (A Muralha de Adriano) e Wilson Bueno (A Copista de Kafka), conversaram com o jornalista da Folha, Manuel da Costa Pinto, sobre suas obras e a literatura brasileira hoje. Criada ano passado pela Secretaria Estadual de Educação, a premiação é a que tem valor mais alto atualmente no País e, por isso, tem recebido muito destaque na imprensa e muito interesse dos escritores.

Perguntado sobre o papel de O Filho Eterno dentro do conjunto de sua obra, Cristóvão Tezza declarou que o livro resultou do enfrentamento de um tema obliterado durante toda a sua vida - o autor, tal qual seu personagem, é pai de um portador da Síndrome de Down. O premiado escritor sempre achou que os problemas pessoais de um autor nada têm a ver com o leitor, e foi por isso que só conseguiu escrever sobre o assunto quando ele deixou de ser um problema, quando ele atingiu o momento mais maduro de sua carreira. Tezza terminou dizendo que abordar a Síndrome de Down na literatura faz com que o assunto transcenda as páginas e o livro adquira certa função social.

Depois dele, Beatriz Bracher falou sobre sua obra, que conta com outros dois romances, além de Antônio, e um livro de contos. Em todos os eles, o tema da culpa é bastante presente, mas, como observou a escritora, sentir culpa é inerente ao ser humano e é natural que seus livros abordem esse sentimento. Sobre a proliferação de festivais literários Brasil afora, Beatriz opinou favoravelmente, mas ressaltou que é preciso dar destaque ao livro e não ao autor, é preciso enfrentar certo fetichismo que envolve a figura de quem escreve.

Menalton Braff contou sobre o processo de criação de A Muralha de Adriano. Disse que o livro surgiu de um mal-estar que ele sente por pertencer a um país periférico em um mundo globalizado. A ideia de que sempre há um império que influencia as demais nações lhe era muito desconfortável. Assim, criou uma metáfora para relação império/periferia na forma dos dois irmãos protagonistas do romance. A figura da muralha, então, é a alegoria da segregação, aquilo que ao mesmo tempo protege e isola.

Por fim, Wilson Bueno, dono de uma prosa experimental e cerebral, declarou-se um leitor inconformado com o establishment literário. Confessou tentar em todos os seus livros mesclar a aparente separação imutável dos gêneros (romance, conto, poesia, por exemplo), brincando até mesmo com o idioma, como fez em Mar Paraguaio.

Antes de encerrarem sua participação, os autores foram indagados sobre a discrepância entre o número de eventos literários e as pequenas tiragens dos livros nacionais. Nenhum deles se mostrou pessimista com relação ao assunto. Tezza até lembrou que a transferência de público da televisão para a internet foi um grande ganho para a literatura, uma vez que a internet devolveu a palavra escritas às pessoas, substituindo a televisão, que é ágrafa.

Festival da Mantiqueira 2009 (III)

Das 15h às 16h30, a conversa girou em torno de um assunto que é muito querido para esta que vos escreve: a literatura policial. Quem acompanha o que escrevo no Homem Nerd sabe que sou fã do gênero e faço questão de dizê-lo em artigos como As Mulheres na Literatura Policial ou resenhas como a do livro Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

A mesa teve como tema os 200 anos de nascimento de Edgar Allan Poe, tido como o criador do romance de enigma e do paradigma do detetive cerebral: Auguste Dupin. Com a presença de Flávio Carneiro, Luis Fernando Verissimo e Luiz Alfredo Garcia-Roza, o debate começou com a tenda lotada e gente em pé, sentada no chão e grudada no portão de entrada.

Flávio Carneiro (O Campeonato), o único não Luiz da mesa mediada por Luis Augusto Fischer, deu início à conversa declarando que acha o gêneros fascinante por reunir pessoas diferentes e criar personagens que fazem parte do cotidiano do leitor.

Na opinião de Luiz Alfredo Garcia-Roza (O Silêncio da Chuva, Achados e Perdidos, Vento Sudoeste), o mais policial entre todos os autores da mesa, a literatura policial tem uma dimensão menor que os demais tipos. Por isso, permite maior rapidez na escrita e na leitura. Foi a razão pela qual ele, Garcia-Roza, escolheu o gênero quando resolveu se dedicar à ficção após romper com a vida acadêmica. Quem tem 20 anos, explicou o autor, tem tempo para errar e aprender; por outro lado, quem é como ele, precisa escrever novelas rápidas e de leitura rápida, brincou o autor

A frase de Poe citada por Garcia-Roza ("a essência de todo crime permanece irrevelada") foi talvez a mais anotada de todo o debate. O brasileiro explicou que, por mais que o autor queira desvendar o crime e explicar a motivação do criminoso, por mais que a razão atue no esclarecimento de um crime, sempre haverá razões ocultas que ninguém consegue revelar. Garcia-Roza disse que seria muito mais fácil reduzir um crime à questão do whodunit, da identidade do criminoso, mas resolver um crime passa por muito mais do que saber quem puxou o gatilho. Para ele, o tiro é o ponto de partida da narrativa e não o ponto de chegada

Na rodada de perguntas do público, o historiador Sérgio Paulo Rouanet disse que considerava Freud e Sherlock Holmes dois grandes semiólogos e perguntou a opinião dos debatedores. Em resposta, Luis Fernando Verissimo disse que o detetive é, na verdade, um leitor. Leitor de indícios, signos, pistas, evidências. Se perguntarem a mim, acho que é um excelente tema para uma dissertação de mestrado