quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Marcelo Cassaro em Turma da Mônica Jovem


Li hoje o sexta volume de Turma da Mônica Jovem, cujos roteiros são de Marcelo Cassaro, autor brasileiro que, entre outras coisas, é o grande responsável pelo sucesso de Holy Avenger. E a edição está simplesmente sensacional, parece que a HQ começou agora, na verdade.

Trata-se de uma história de aventura cativante com influências mais sutis, porém significativas, dos mangás de ação, além de justas homenagens aos tokusatsus e Star Trek, além de ser baseada no ótimo longa de animação A Princesa e o Robô, de 1983. Em breve farei uma resenha mais detalhada, mas já aviso de antemão que vale muito a pena comprar a edição.

Confira a resenha do número anterior clicando aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

25 anos do lançamento do MacIntosh

O lançamento foi em 24 Janeiro 1984, ano da hipotética Distopia de George Orwell. Muito criativo!



Pai Nerd

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

FAIA 2009: Cerimônia de Encerramento

Depois de todos os curtas serem apreciados, era chegada a hora de saber quem levaria as honras. A Cerimônia de Fechamento começou com outra ótima atração musical da cidade de Atibaia, uma orquestra de sopro (trombones, trompetes, tubas e afins) formada por jovens. Eles tocaram músicas de Tom Jobim, Pixinguinha, Beatles (misturando até com samba) e terminaram com muita animação ao som de Tim Maia.
Depois aconteceram os breves discursos dos organizadores e das autoridades da cidade. Vale destacar no discurso do prefeito a iniciativa de estender o programa Música e Cidadania (que possibilitou a orquestra de percussão e a de sopro), que já atende 3.000 crianças e jovens carentes, com a criação de um programa chamado Cinema e Cidadania. Não é difícil acreditar na promessa, uma vez que na última noite do FAIA foi exibida a animação em stop-motion Super Sushi, realizada em uma oficina.
O homenageado da noite foi o ator Fábio Cardoso, nascido em Atibaia, que ficou muito comovido com a honraria por seu trabalho na TV e no cinema.
Em seguida realizou-se a entrega dos prêmios aos curtas e a lista completa está no site, clicando aqui.

sábado, 24 de janeiro de 2009

FAIA 2009: Fim da Mostra Competitiva

A noite de sexta marcou o último dia de projeções dos curtas que concorrem aos prêmios do Festival de Atibaia. Como de praxe, antes dos concorrentes foi apresentado o CineJornal buscando passar informações importantes de forma clara e objetiva.

A sessão foi iniciada pelo paulista Areia, com falas abstratas o curta poderia muito bem ser sonorizado com bossa nova: passa-se na praia e o andamento é calmo. Em seguida, mais uma animação brilhante foi exibida. Pajerama (foto) também é paulistano e apresenta direção de fotografia, som e roteiro que podem ser elogiados por longo tempo. A animação em si também é muito boa.


Ainda sem sair do estado, começou o que foi apelidado de Mostra Atibaia Mix pelos presentes na projeção: três filmes têm personagens travestis. Abrindo as portas para a diversidade sexual no Festival, foi apresentado Os Sapatos de Aristeu. Em preto e branco, a história vai se montando na cabeça da platéia pouco a pouco e de forma não-linear. Imagens poéticas completam a receita lírica do curta. Depois foram as vezes dos documentários, começando por Amanda e Monick (foto), da Paraíba. Depoimentos sinceros e uma linguagem clara fazem dese curta um tapa na cara da homofobia. Suzi Brasil, A Deusa da Penha Circular também traz um personagem raro, que merecia um documentário para contar sua história, mas de uma forma muito mais cômica. O curta carioca discute pontos obscuros da questão da igualdade entre as mais diversas orientações sexuais e aponta para feridas latentes na própria comunidade gay.
Entre os dois documentários, estava ensanduichado Eu que nem Sei Francês (foto). A produção capixaba pode ser considerada uma versão feminina e obsessiva de Beavis & Butt-head. Infelizmente a qualidade sonora da projeção tornou difícil a compreensão das falas e, portanto, algumas piadas foram perdidas. Seguindo a programação, foi apresentado o curta local A Parede, que não conseguiu entregar sua mensagem ao público. Fechando a Mostra Competitiva, o gaúcho A História de Antemar Manuzo começa muito bem com a apresentação dos personagens de forma cômica, mas falta apuro na parte sonora e na interpretação da maioria dos atores.

FAIA 2009: Mostra PAFF

Tentei por diversas vezes escrever esse post, mas sempre surgia alguma atividade aqui por Atibaia: debates, cerimonial, conversas... Depois de muitas dificuldades, consegui arrumar um tempinho para escrever sobre a Mostra PAFF (Pan African Film Festival).

A sessão foi inciada por A Nick In Time (foto), uma história contada de forma calma que combina com o ambiente da barbearia em que estão os personagens – cenário que já foi explorado outras vezes por produções afro-descendentes. A direção de fotografia do curta é muito boa, diferenciando as duas épocas retratadas e a surpresa final é construída com exatidão para alcançar seus objetivos. Logo depois foi apresentado Akir's Hip-Hop Shop, sobre um imigrante japonês – inexpliocavelmente sem sotaque – nos EUA que se apaixona por uma negra. A questão inescapável do preconceito é vista por vários pontos-de-vista e direções. Os cenários muito provavelmente foram montados em estúdio, dando um ar de série televisiva ao curta.
O documentário Short Radiography of Hip Hop in Cuba fala das dificuldades que as comunidades negras enfrentam para conseguir se expressar na ilha de Fidel, focando-se no fato de um festival de rap que foi usurpado das mãos de seus organizadores para cair no controle do onipresente governo. É óbvio que tal manobra tinha o objetivo de calar as críticas sociais nos versos dos artistas. Infelizmente o documentário só apresenta a questão, mas não a reflete, não traz denúncias fortes e não aponta soluções. Parece apenas uma reportagem especial.



Finalmente, We Are All Rwandans (foto) passa-se em Ruanda e mostra os conflitos etnicos locais e a irracionalidade dos mesmos. Se quando o preconceito e o ódio são originados por diferentes graus de melanina já se percebe quanto a humanidade deve evoluir, a frustação e indignação só aumentam quando os adversários nem conseguem identificar visualmente suas diferenças. Apesar de algumas falhas técnicas, principalmente na falta de ruidos impactantes, depois que o curta acaba o espectador ainda fica na poltrona refletindo os horrores que ainda acontecem em algumas regiões.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Contra o Oscar


Finalmente saiu a lista dos indicados ao Oscar 2009. Para mim, foi bem revoltante. Tinha uma esperança nerd que os bitolados da academia iam se render às adaptações de quadrinhos, lembrando de Batman – O Cavaleiro das Trevas nas indicações. Não foi o que aconteceu.

O filme foi lembrado em categorias técnicas e na barbada de Heath Ledger como ator coadjuvante. E isso só porque o jovem ator faleceu, pois, se não fosse por isso, nem mencionariam o nome dele. Para piorar, Robert Downey Jr. concorre com ele por seu papel em Trovão Tropical. Digo 'pior' pois fiquei sem saber pra quem torcer.

Em breve o Edu fará sua ótima análise da premiação, com apostas quase sempre certeiras. Mas eu tenho uma outra barbada: O Curioso Caso de Benjamin Button, o filme que só eu não gostei, deve levar o prêmio principal.

FAIA 2009: Terceira noite

Temos painel de imprensa! Depois de uma luta para desvendar os mistérios da impressora, as publicações sobre o Festival de Atibaia já são agrupadas em um mural bem visível!
A terceira mostra dos curtas concorrendo ao Troféu Sapuari aconteceu na noite de ontem, e antes dos filmes propriamente ditos, foi exibido a segunda edição do CineJornal, com o conteúdo de mesmo teor do dia anterior, mas com uma linguagem mais amigável. Agora o informativo tem vinhetas animadas e músicas jovens de fundo, como Aerosmith e Jota Quest.



A sessão começou muito bem com Até o Sol Raiá, uma animação pernambucana tecnicamente muito competente, perceptível na foto acima. Além da técnica elogiável, o roteiro é repleto de brasilidade – com literatura de cordel e cangaço – e uma concepção de imagens consciente. Vale destacar também a animada trilha musical. Logo em seguida, foi a vez do baiano Dez Centavos que mostra a sobrevivência de um garoto pobre pelas ruas de Salvador. A história se passa do começo ao fim de um dia e a impressão que fica é que se trata de um documentário de vida animal, em que o objeto de estudo usa suas armas para sobreviver – que fique bem claro que essa comparação é um elogio. O personagem principal é um garoto inteligente e honesto, conquistando os corações da platéia em pouco tempo.
O quadrinista Lourenço Mutarelli volta a praticar seu talento de ator em Antônio Pode (foto), um curta dividido em pequenos episódios que trazem uma direção de arte desafiadora. A exibição seguiu com o documentário Câmera Viajante (foto), sobre a expressão fotográfica cearense. Personagens inusitados, linguagem ágil e um tema interessante fazem desse curta uma experiência cinematográfica saudável para todos.

Como aconteceu no dia anterior, o final da sessão decaiu um pouco em qualidade. O amazonense Criminosos usa o mesmo mote de Tropa de Elite (de que vários setores da sociedade têm sua parcela de culpa na violência urbana), mas a mensagem é muito comprometida pelo desconforto dos atores diante da câmera. Mesmo assim, o saldo é positivo e o curta pode servir de inspiração para melhorar a qualidade das tristes vinhetas anti-pirataria que são produzidas atualmente.

Ocidente traz o mais puro experimentalismo e parece seguir a risca o lema “Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, mas poderia ser bem menor do que seus sete minutos de duração. Finalmente, Superbarroco explora a estética barroca nas mais diversas linguagens: construção de quadros, arquitetura, música e texto. Infelizmente o curta parece engessado na década de 70, quando o Cinema Marginal era amplamente realizado. Algumas movimentações de câmera e principalmente a falta de cuidado sonoro parecem muito antiquados.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FAIA 2009: Mostra FIKE

Uma vez que ontem foi a vez dos franceses, dessa vez apreciou-se a produção de nossos patrícios portugueses. A Mostra FIKE traz curtas do Festival Internacional de Cinema de Évora e comneçou a sessão com Deus não Quis (foto). Apesar do título infeliz, o curta é narrado por um fado (morra de inveja Thaíse, novamente) e apresenta uma história de amor. Poderia ter um tratamento melhor por parte da direção de arte e da fotografia para enbelezar a época em que se passa o enredo. Corrente é um curta em preto e branco, captado com uma película que faz com que suas imagens pareçam envelhecidas. Se não fosse a indicação no final de que o ano de produção é 2008, poderia-se concluir facilmente que se trata de uma película da década de 20 ou 30 que foi restaurada e teve uma banda sonora de ruidos incluída, já que também não há falas.

Logo depois foi a vez de duas animações em seguida. Com uma Sombra na Alma – sem falas; em preto, branco e roxo – foi realizada em rotoscopia (aquela ferramenta que transforma cenas captadas em carne-e-osso em desenho animado). Misturando noir e fantasia, a experiência de apreciá-la é única. Em seguida, o melhor curta da safra foi História Trágica com Final Feliz (foto). O traço do desenho lembra histórias em quadrinhos européia e a narrativa parece de livro infantil. A única voz que se ouve é da narradora que, além de contar a história, faz as vozes dos personagens, como na leitura de um livro para crianças. Uma beleza estonteante, porém a exibição foi da versão em inglês do curta e até então foi impossível ouvir o delicioso sotaque lusitano.

Para os amantes da sonoridade da fala portuguesa com certeza pôde ter o coração aquecido com a exibição de Querido Carlos Alberto, um curta sobre as fantasias do amor juvenil. Esmeralda, a protagonista estudante da sétima série, é encantadora e torna-se impossível não apaixonar-se junto dela. Para fechar a sessão, outra animação: Guisado de Galinha mostra como funciona a família típica portuguesa e também é narrado musicalmente, até os créditos finais são apenas cantados!

Estou seguindo para a Mostra Competitiva. Amanhã falo mais das produções nacionais.


FAIA 2009: Segunda noite

Caro internauta, saiba que você é um ser privilegiado.

Todo festival de cinema tem por hábito organizar um mural com todas as matérias publicadas sobre suas atividades. O FAIA não fugiu dessa saudável prática e meu primeiro post foi impresso e anexado. Infelizmente logo depois aconteceram problemas na impressora e os outros textos (incluindo os de meus colegas) não tiveram a mesma sorte.
O lado bom dessa história é que o Homem Nerd teve seu momento de exclusividade no festival... o lado ruim é que meu texto sumiu misteriosamente do painel na manhã seguinte. Portanto, quem quiser saber o que foi publicado sobre o festival estando presente no próprio festival terá de garimpar a internet para saciar sua sede de conhecimento.

Mas vamos ao que interessa, a noite de ontem começou com um CineJornal sobre a abertura das atividades cinematográficas aqui em Atibaia. O vídeo ressaltou o lado político do evento com depoimentos de várias pessoas ligadas ao governo, além de cineclubistas. Espero que na próxima edição o CineJornal também dê voz aos realizadores dos curtas.
Antes de começar a projeção da Mostra Competitiva, os cineastas responsáveis pelos curtas exibidos na abertura (que tinham sido esquecidos) e aqueles que assinam os curtas que foram exibidos logo em seguida.
Depois das breves apresentações, a exibição começou com o pernambucano A Vida É Curta (foto). No começo, a teatralidade do curta incomoda um pouco, mas a sensação passa em pouco tempo. Depois que se aceita suas regras e se permite deliciar-se de sua metalinguagem, assisti-lo é uma experiência muito satisfatória. O carioca Engano foi produzido em duplo plano-seqüência (sem cortes) e só por isso já merece méritos. A história é interessante, mas faltou um pouco de cuidado com o tratamento sonoro.
Logo depois foi a vez do famoso Dossiê Rê Bordosa que arrancou boas risadas do jovem público presente (que será criticado mais tarde). A animação documental é muito inteligente e divertida, principalmente para quem conhece em carne-e-osso as figuras que foram transformadas em bonecos de massinha.
O mineiro Os Filmes que não Fiz (foto) é uma piada gigantesca e pertinente com a produção audiovisual brasileira, que por vezes parece ter mais realizadores (incluindo aqueles que nunca registraram um fotograma na vida) do que espectadores. Os projetos apresentados nesse curta são idéias instigantes e mostram a genialidades perdidas. Depois de rir bastante, foi apresentado o brasiliense O Solitário Anônimo, um filme forte que pode ser exibido em salas de aulas e sucintas discussões acaloradas e alongadas sobre filosofia e direitos do cidadão, por exemplo.
Infelizmente o final da projeção não seguiu o nível que estava estabelecido desde o primeiro curta apresentado. O capixaba Fracasso tem uma premissa brilhante que foi estragada por ser longo, repetitivo e incômodo demais. O som que acompanha as estranhas imagens só acentua o desconforto. Fechando com um pouco de alento foi mostrado o paulista Para que não me Ames, que não soube exibir muito bem sua mensagem e traz um desfecho jogado.
Agora, conforme prometido, o problema do público presente na sessão. Além da cortina da entrada do cinema não permanecer fechada por mais de dois minutos, deixando que a luz externa adentrasse a sala de projeções e incomodasse os olhos da platéia; um bando de jovens barulhentos atrapalhou a concentração de quem estava presente com o propósito mais do que correto de apreciar as produções. Gritinhos, celulares acendendo, toque de telefones e conversinhas vazias formaram um grande desafio a ser transposto para que os filmes tivessem a merecida atenção. Esperamos que a lendária figura do lanterninha entre em ação para evitar que essa triste situação se repita.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

FAIA 2009: Mostra Contis de Cinema Europeu

Consegui um tempinho para relatar minhas novas aventuras aqui em Atibaia. Essa tarde fui assistir à Mostra Contis de Cinema Europeu que exibe curtas franceses premiados no Festival de Contis. A sessão só começou depois de um belo atraso por conta de falhas no equipamento de som e por empolgação dos organizadores franceses em explicar a tecnologia audiovisual.
Antes de ir para a Mostra Competitiva (que comentarei amanhã), vamos às impressões causadas peloas quatro filmes apresentados.

Começando por Ata, uma produção franco-turca que, a exemplo de sua equipe, mostra muito bem a integração de culturas destintas. A história é bonita e aproxima duas pessoas bem diferentes, uma turista e um pedreiro. O que torna possível a junção dessas figuras é o fato de falarem turco, mesmo estando na França. O roteiro foi muito bem armado e revela-se no tempo correto.
Logo depois foi a vez de Como um Cachorro na Igreja, que não faz questão de conquistar o público em sua estranha primeira cena. Logo depois, mostra-se que o argumento é quase genial, mas as cenas amalucadas no meio do curta incomodam bastante.

Na França, os curta-metragens podem ter até 59 minutos e A Neve na Aldeia chega perto do limite com seus 49 minutos. O tempo voa nessa estranha história que se passa entre três desconhecidos que, por diversas vezes e pelos mais variados motivos, perseguem uns aos outros. No final, percebe-se que o roteiro se perde um pouco, mas a direção é muito bem exectutada.
Para fechar com chave de ouro, o melhor curta da sessão foi Uma Aula Particular. Trata-se de uma breve história de amor muito bem contada, com o lirismo e a sensibilidade mesurados para fazer os corações românticos baterem mais depressa – com apenas 10 minutos de duração.

FAIA 2009: A chegada


Queridos leitores, começamos 2009 com muitas novidades no Homem Nerd. Uma delas é a visitação a festivais de cinema e o primeiro deles é o FAIA (Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual). Para quem ainda não teve o prazer de conhecer da cidade, Atibaia é uma estância que fica na Serra da Cantareira, bem próxima à cidade de São Paulo.
O FAIA começou muito bem para mim, sendo recepcionado por ninguém menos do que Elke Maravilha (com direito a um caloroso “Olá, criança!”). Depois de todos os tramites para resolver as acomodações nessa semana cinematográfica, fui para o Cerimonial de Abertura no começo da noite.
O evento começou muito bem, com a apresentação empolgante da Banda Municipal de Percussão de Atibaia, acompanhada por uma atleta de Ginástica Rítmica Desportiva (morra de inveja, Thaíse). O que ninguém sabia é que o maravilhoso som dos xilofones, tambores e outras batucadas não seria de graça – o que viria depois beira o torturante.

Elke Maravilha é uma das homenageadas do Festival, já que ela morou em Atibia na adolescência. Antes de ela ser convidada a subir no palco, houve uma presepada teatral como se a convidada de honra não estivesse no recinto. Os atores estavam maquiados de forma circense (para não usar o termo tré-blasé “clown”) e criaram uma curta – ufa! – improvisação...
Depois que foi desfeita a pequena ficção, Elke entrou em ação e não havia alma na Terra que pudesse pará-la. Ela cumprimentou as pessoas, subiu no palco e fez um discurso ímpar – que ia de metafísica até a sua passagem por Atibaia. Logo em seguida, ela recebeu as flores das mãos da primeira-dama da cidade e convidou o prefeito para o palco, onde Elke começou a entrevistar ambos, lembrando seus tempos na televisão. Durante o papo com as autoridades, a atriz divertiu o público fazendo perguntas íntimas ao casal.
Quando Elke voltou a seu assento, a Banda Municipal voltou para anunciar que mais uma tormenta estava se aproximando no horizonte: os discursos de aberturas das mais diversas autoridades. Foi dada a palavra aos diretores do Festival, a vereadores, secretários e ao prefeito da cidade. Algumas dessas ilustres pessoas tiveram o bom senso de serem breves, mas outras abusaram da paciência dos presentes e encarnaram Fidel Castro. O alento nessa parte do Cerimonial foi uma segunda homenagem a Elke, entregue por um senhor que foi professor dela durante sua morada pela cidade. Novamente, ela entrevistou seu interlocutor e mais uma vez divertiu a platéia.
Para terminar a agonia, uma vinheta interminável com as atrações turísticas de Atibai foi exibida, acompanhada de uma trilha musical sofrível. Aí sim, depois que todos os politiqueiros retiraram-se do recinto, pudemos ver os primeiros curtas do Festival.

Rua das Tulipas é uma animação 3D brasiliense muito bem executada. O visual é interessante e a história bem escrita, algo raro de se associar já que os animadores costumam investir tempo demais na técnica e se esquecer da dramaturgia. Misturando conto-de-fada e ficção científica, o curta é um bom sinal na produção de animações. Imparcial pode parecer longo e repetitivo, mas sua duração do curta gaúcho se justifica no minuto final, em que sua mensagem maior é explicitada de forma clara, divertida e contundente. O goiano A Sala 21 – O Início remonta cenas de filmes contemporâneos de terror e suspense e traz técnicas amadoras que contribuem para a experiência de assisti-lo sem pretensões. O Último dos Jangadeiros é um documentário cearense que se empolgou demais em seu protagonista de dicção de difícil entendimento. Se houvesse um narrador e menos tempo dedicado à fala do personagem, a compreensão seria otimizada. Monkey Joy (foto) foi um dos melhores da noite, a mistura de animação e live action mostra um talento que podeira render muito na publicidade e em videoclipes. Fechando a noite, Ecléticos Corações traz cenas bem pensadas, uma edição com personalidade, mas um roteiro que merecia um maior afinamento para que a simpatia com os personagens fosse maior e para que o espectador se sentisse mais dentro da história.
Vamos esperar o que o novo dia nos traz em Atibia. Até amanhã!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

5ª temporada de Lost

Estréia amanhã nos EUA a novíssima temporada do seriado Lost, o qual eu sou um fã incondicional.

O episódio inaugural será um especial com duas horas de duração, compilando, na verdade, os dois primeiros capítulos da temporada. E a expectativa nossa é grande devido a espetacular 4ª temporada, especialmente o episódio The Constant.

Infelizmente, o canal AXN só exibirá a nova etapa da série a partir de março. Até lá, teremos de nos contentar com os milhares de spoilers que pipocam na rede. Quem quiser, pode optar pelo download ilegal em p2p. Independente de como for acompanhar o seriado, o importante é estar antenado para não perder nenhum detalhe.

Para ir aquecendo, recomendo o ótimo Dude we are Lost, que compila e traduz diversas matérias sobre Lost. Confira clicando aqui.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Site fora do ar

Vocês já devem saber, mas é sempre legal lembrar o nosso leitor de algumas coisas, para que de forma alguma ele se sinta ofendido.

Uma dessas coisas é lembrar que o Homem Nerd é um site independente e, como tal, nós não recebemos remuneração pelo nosso trabalho. Isso nos faz contratar serviços que não são top de linha.

Um exemplo é o nosso servidor. Pela terceira vez em três meses o site está fora do ar. Hoje, de maneira completamente injustificada.

Desta vez, nossa indignação superou nosso possível prejuízo financeiro: estudaremos propostas para mudança de servidor, a fim de que o Homem Nerd seja o site que queremos que ele seja pra você, nosso leitor.

Contamos com a compreensão daqueles que têm acompanhado nosso trabalho e dos novos leitores que queremos sempre conquistar.

Qualquer comentário, dúvida, sinta-se à vontade para falar conosco pelo e-mail homemnerd@gmail.com .

Equipe Homem Nerd

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Quem faz quem: A Favorita

Alguém já imaginou qual seria o elenco se a novela A Favorita fosse filmada em Hollywood?
Pois o Homem Nerd já.
Clique aqui para ver as versões norte-americanas de Flora, Donatela e companhia. O meu preferido é o Dodi, ficou per-fei-to!
Não deixe de fazer um comentário e dar sua opinião. O que você achou da nossa escolha? Você mudaria alguém do elenco?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Gerador de Samba-enredo

No exato instante que vira a meia-noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro, o clíma midiático brasileiro (especialmente a Rede Globo) muda do tema "Festas" para "Carnaval".

Como bom nerd que sou, nunca liguei muito para o carnaval. Entretanto, tenho um samba-enredo favorito, a paródia Unidos do Caralho a Quatro, de Hermes e Renato.

Dentro desse espírito de paródia, o portal Terra lançou um gerador de samba-enredo bem divertido. Confira clicando aqui.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Use a Força!


Isso não é brincadeira! Ou melhor... é!

O que você está vendo é um brinquedo eletrônico que usa a força da mente para movimentar uma bolinha!

Na realidade não é bem isso, mas chega perto. O aparelho, por meio de um headset, lê a atividade elétrica do cérebro e a usa para monitorar como um controle remoto uma bolinha imersa em um campo magnético.

A tecnologia por traz disso não tem nada muito excepcional: é apenas um uso lúdico do EEG (eletro-encefalograma), aparelho usado há mais de 60 anos na medicina pra diagnóstico de problemas neurológicos (em quase desuso, devido à tomografia e outros exames mais elaborados).

O brinquedo The Force Trainer ainda não tem data marcada para lançamento, mas custará em torno de 100 dólares.

Mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Já vimos: Sim, Senhor!


Jim Carrey é um cara que começa a dizer sim a todas as oportunidades que aparecem em sua vida, tanto as boas quanto as péssimas. Partindo daí, é possível imaginar as siturações engraçadas em que ele se mete!
Sim, Senhor é o tipo de comédia que eu pessoalmente mais gosto: faz rir e tem mensagem (sem ser didática ou panfletária). Quem curte rir das caras do Jim Carrey, mas espera ver mais do que o humor gratuito, pode ir se preparando para o filme!
A resenha completa estará no site na semana da estréia, que é no dia 30 de janeiro.