sábado, 28 de julho de 2007

Resenha: Harry Potter and the Deathly Hallows

Obs.: Pedimos desculpas pelo site estar fora do ar, mas assim que ele voltar eu posto a resenha, com os links do nosso Especial Harry Potter.


Os dois primeiros livros da saga de Harry Potter (1.
Harry Potter e a Pedra Filosofal e 2. Harry Potter e a Câmara Secreta) nos apresentaram um mundo novo, mostrando com detalhes uma sociedade e seus costumes. Conhecemos personagens e objetos, e também feitiços e animais. O terceiro livro (3. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), mais do que apresentar, finalmente nos introduz a histórias que não se solucionaram no próprio volume, mas, sim, abriram espaço para sua continuação e desenvolvimento nos volumes seguintes, até o último. Estes três livros compõem o que eu chamo aqui de primeiro arco.

O quarto livro (4. Harry Potter e o Cálice de Fogo), sozinho, é o segundo arco. Sua história é bem específica, e nele a autora expande o “Universo Harry Potter” para além de Hogwarts e da Toca. Com o Campeonato Mundial de Quadribol, o Torneio Tribuxo e o retorno de Lord Voldemort, uma nova era começa para o mundo bruxo – e um novo momento na vida de Harry também.

Já o terceiro arco é composto pelos três últimos livros (5. Harry Potter e a Ordem da Fênix, 6. Harry Potter e o Enigma do Príncipe e o ainda não publicado no Brasil 7. Harry Potter and the Deathly Hallows) e eles, muito mais do que apresentar novos personagens e histórias, nos contam da guerra dos protagonistas contra Voldemort e da luta incessante do bem contra o mal.

Para falar do livro 7, temos que passar rapidamente por todo o terceiro arco. Quem se lembra da leitura do livro 4, com certeza vai se lembrar do anticlímax que foi o livro 5: no final de um, temos o retorno de Voldemort... e em seguida monótonas 400 páginas nos separando de alguma ação de fato contra ele. Felizmente, o livro 5 também termina muito emocionante, nos levando para o excelente livro 6.

E é neste clima que começaria o livro 7. Com a morte de seu mestre, Harry, Rony e Hermione decidem não mais voltar a Hogwarts para seguirem na missão deixada a eles por Dumbledore: caçar e destruir as horcruxes remanescentes. No entanto, ao contrário do que se esperava, falta ao livro a “emoção” dos anteriores. Temos, sim, momentos muito (muito!) emocionantes, como era de se esperar, mas é inevitável sentir a melancolia que o fim de uma saga traz consigo – tanto por parte do leitor quanto pela autora.

Porém, é importante frisar que este livro está longe de ser ruim; ele é ótimo! Longo, mas com a boa narrativa de Rowling, sem muitas enrolações e respondendo todas as nossas dúvidas (ufa!). Muita coisa de livros anteriores se justificam e finalmente mostram sua função.A jornada dos três amigos parece muitas vezes devagar, mas acredito que retrata uma guerra mais próxima do real, quando planos de ataque demoram semanas para serem feitos e encontrar abrigo e alimento é sempre extremamente difícil.

Deathly Hallows
Não vou explicar o que são as relíquias mortais (como já foi traduzido por Lia Wyler), pois seria um spoiler desnecessário. Mas posso adiantar que é um novo elemento, citado apenas neste volume, apesar de referir-se a elementos pré-existentes.

Uma coisa muito interessante que as relíquias mostram ao leitor é a relação que dois personagens tiveram com ela, um deles é, obviamente, Harry. Tal relação serve como delimitador de caráter dos personagens, o que é essencial para se compreender por que um bruxo aparentemente mediano como o Harry é considerado tão bom.

O final deste livro
Calma! Eu não vou contar o final!

Muitas surpresas aguardam o leitor. As “máscaras” de vários personagens caem e então os conhecemos com mais de profundidade: alguns um pouco clichês, outros realmente convincentes e emocionantes, uns óbvios, outros uma mistura de todos esses. O livro 7 mostra mais humanidade nos heróis e vilões, desmanchando um pouco o dualismo bem-mal tão presente em toda a obra. Ponto positivo pra Rowling.

Epílogo
O último capítulo do livro é, na verdade, um epílogo: como está o mundo mágico e seus cidadãos dezenove anos depois do fim do livro.

A autora arriscou, pois epílogos do gênero tendem a ser piegas e pouco convincentes. Não foi o caso, no entanto.

O final da saga
Justo. Essa é a palavra que uso para comentar o final da saga. A autora tinha três caminhos a seguir, e ela foi pelo melhor. Ao invés de optar por um desfecho falso que satisfaria muitos fãs, ou pelo falso que satisfaria muitos não-fãs, ela escolheu manter a integridade de sua obra, seus personagens e seu universo imaginário. Isso quer dizer que o Rony continua bobo, a Hermione continua inteligente e mandona e o Harry continua sendo o menino que sobreviveu; e tudo isso é ótimo.

A edição
A editora norte-americana Scholastic fez uma edição muito bonita com uma apenas um defeito, este muito grave: as ilustrações. Cada capítulo tem uma ilustraçãozinha de abertura, e muitas delas dão spoiler do que está por vir, além de serem muito feias.

Quem preferir um livro menor e mais leve pode optar pela edição inglesa, da editora Blomsburry, que não é ilustrada e tem um visual mais sério.

Edição brasileira
A editora Rocco, responsável pela publicação de todos os Harry Potter no Brasil, já está produzindo o último livro da série. O lançamento está previsto para novembro. Só esperamos que esta edição saia com menos erros que as dos volumes anteriores, afinal é muito dinheiro investido em algo malfeito.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

PSP branco no metrô de SP

Essa semana, devido ao caos aéreo, um turista americano estava indo para a rodoviária do Tietê no metrô de SP. Ele estava todo descoladão, com seus dois metros de altura e suas roupas da adidas. Totalmente desavisado, exibia como se fosse a coisa mais normal do mundo, um PSP BRANCO. Sim, era Branco. E ele não estava jogando: ouvia músicas e nós do vagão olhavamos para a telinha na mão dele, que estava rodando algum clipe. Que modernidade: todos embasbacados... mas tenho certeza que naquela mesma hora, naquele mesmo vagão uma ou outra pessoa também estava com o PSP (o dólar está tão baixo...), mas ninguém teve coragem de sacá-lo.

Uma breve pausa

Por motivos de ordem técnica, o site Homem Nerd estará fora do ar por um breve período. Voltaremos no início de agosto com várias notícias e resenhas para o nosso estimado público. Pedimos desculpas pelo transtorno.

Equipe Homem Nerd

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Mario, o Eterno

Tem coisa mais nerd do que gastar horas a fio jogando video-game? E tem coisa mais nerd ainda do que fazer isso em pleno fim de semana, quando a maioria das pessoas vai para o cinema, para o parque, dorme, enfim... Ah, mas tem coisa melhor?? (Sim, eu sei que tem algumas, mas vamos ser felizes, não é?)

Bom, pois foi justamente essa uma das minhas atividades do último domingo. Video-game e, pra ser mais exata, Mario... Super Mario 3!!! Incrível, minha gente... incrível!! Depois de anos no esquecimento... eis que encontro, em uma dessas coletâneas piratérrimas de jogos para Playstation, escondido no meio de outros 200 (?) jogos, ele... o que dominou minha infância em termos de passatempo: Super Mario 3.

Desse achado surgiu uma tarde maravilhosa, cheia de primos mais novos curiosos pelo jogo. Um deles (aficcionado pelas últimas novidades do Playstation), vicia-se logo de cara no negócio e faz o comentário: até que, se vc olhar bem , não é tão ruim assim o gráfico. Isso, vindo da geração dele, é mais que um elogio para o nosso querido encanador. Outro primo, de 4 anos, fica apaixonado e começa a cantar a música pra "torcer" pelo minúsculo Mario e seu companheiro Luigi. E eu e meu irmão mais velho sem querer liberar o controle... Momento único, ver todos aqueles mundos, aquelas fases, que pareciam gigantes e agora são tão curtinhas... e, lógico, os gráficos toscos (que na memória eram tão perfeitos e geniais).

É claro que a maioria das pessoas da minha geração se afeiçoou muito mais ao Super Mario World do que a esse que aqui mencionei. Só que não é exatamente sobre Super Mario 3 que eu queria falar, mas sobre o encanador bigodudo em si e tudo que ele representa. É um marco, sem dúvida. E permanecerá, seja com rabo e orelha de guachinim (é assim que escreve?!), seja cavalgando um pseudo dinossauro vegetariano (vulgo Yoshi), seja voando livremente pelos céus de um cenário 3D – sempre, Mario, eterno no coração dos nerds.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Harry Potter and the Deathly Hallows

A equipe HN já tem em mãos seu (meu hehe) exemplar da parte 7 de 7 da saga do bruxinho mais rico do mundo.

O maior trabalho aqui não é ler o livro, mas encontrar tempo pra lê-lo (como muitos dos nerds sabem, dinheiro infelizmente não cai do céu na nossa conta bancária). No entanto isso não é um problema, pois uma página ali, outra aqui, mais de um terço do livro já foi lido.

Enquanto isso, vocês podem conferir o nosso Especial Harry Potter, e aguardar pela minha resenha, que deve entrar neste próximo fim de semana.

A questão é: como fazer uma resenha sem spoilers? Aceito sugestões!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Transfomers

Vi o filme ontem, muito divertido. Pena q colocaram um filme desse porte nas mãos e Michael Bay. O cara é muito ruim. Preferia até o Chris Columbus no lugar dele. Mas fora a breguice de Bay, Transformers é um filme imperdível. Confiram a resenha:
http://www.homemnerd.com/resenha.php?id=2085

terça-feira, 10 de julho de 2007

Começou nosso especial Harry Potter. Amanhã o filme já estará nos cinemas. Quem quiser relembrar os anteriores e os livros também bastará ler nossas resenhas. Já está no ar a primeira, de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Para ler, clique aqui.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pausa temporária

A partir de amanhã (06/07) até a próxima terça-feira (10/07) o Homem Nerd não terá atualizações pois o Luiz vai migar a gente dentro do servidor. mas não fiquem tristes, pois continuaremos acrescentando conteúdo aqui no blog mesmo.

Selecionaremos as principais notícias e postaremos algumas resenhas tb. E aviso, na volta um super-especial de Harry Potter, com resenha de todos os livros e dvds do bruxo mais popular do mundo.

Estamos também na nossa comunidade do orkut, para trocar idéia com quem quiser. Já aproveito e convido todos a participar da enquete lá de qual o mago mais legal do mundo pop. Confiram, clicando aqui.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A sociedade em Naruto e Harry Potter

Estou relendo o 5º livro da saga de Harry Potter para o especial Harry Potter que faremos no Homem Nerd (aguardem) e, paralelamente a isso, estou lendo Naruto, o mangá.

Ambas as séries tem muito em comum, mas se destacam pelo protagonista carismático e sua ligação com um grande mal que peremeia a sociedade de magos/ninjas. A escola de magia e a escola de ninjas são muito interessantes.

Em HP, Rowling faz uma paródia do mundo real, usando tipos bem marcados da sociedade inglesa espelhados na sociedade mágica. Já em Naruto o espelhamento do mundo real é mais natural e menos paródia, mais inconciente. Contudo, na minha opinião, os autores as duas obras perderam uma grande chance de ousar mais.

Rowling poderia ter explorado uma sociedade sem a figura do dinheiro, mesmo que ele seja um galeão de ouro. Seria mais interessante se, como em Star Trek, os magos buscassem melhorar a si mesmos e ao mundo. Parece mais algo que um mago faria.

Já em Naruto a sociedade altamente capitalista japonesa está presente. Toda a vila da folha oculta gira em torno da escola de ninjas e dos hokages, mas quando é necessário qualquer serviço de um ninja, seja uma simples escolha a resgatar um gatinho de cima de uma árvore, se faz necessário um pagamento para contar com a boa vontade dos ninjas. Novamente motivos mais nobres que dinheiro poderiam nortear os ninjas. Além disso, não fica muito claro quem faz todos os outros tipos de trabalho como costurar roupas, ferrar cavalos, plantar etc. Talvez apareça mais para frente na série.

Bom, decerto essa facilidade e proximidade com o mundo real deve estar na receita do sucesso das duas séries, mas talvez aqui fosse o lugar para fazer experimentações e ousar com as organizações sociais da nossa História.